Como saber se o seu freio está ruim

O que você deve saber sabe sobre o sistema de suspensão de um amortecedor automotivo.

A suspensão de um veículo automotivo é a parte que assegura acessibilidade, absorvendo os impactos causados pelo desgaste do solo por onde o carro passa. Dessa forma, as molas e os amortecedores são um dos principais elementos flexíveis que podem ajudar o condutor do veículo a ter uma direção mais segura e estável, evitando assim, que as irregularidades do caminho danifiquem seu carro e cause sérios acidentes.
Neste artigo, vamos conhecer tudo o que você precisa saber sobre um elemento fundamental para a suspensão: o amortecedor.

Amortecedores: Conceito e função

O amortecedor é uma força vital para a suspensão de um veículo. É ele quem dá estabilidade ao carro, estando diretamente ligado às molas, fazendo uma ligação entre as rodas e o chassi, juntamente a outras ferramentas que também trabalham entre si, que são: coxins, batentes e coifas.

Formados por dois componentes que se movimentam juntos, o amortecedor tem como objetivo reduzir a intensidade das oscilações causadas pelas molas, evitando acidentes diante às imperfeições e obstáculos presentes nas ruas e avenidas.

Na prática, a situação funciona da seguinte forma: quando as rodas recebem um forte impacto oriundos das imperfeições do solo, as molas, automaticamente,
absorvem este impacto e, em seguida, os amortecedores passam a controlar os movimentos de abertura e fechamento das solas (as oscilações), assegurando
assim que as molas tenham contato constante com o solo, dentro da normalidade.

Um detalhe importante diante a todo este caso, é que, além do gás, todo amortecedor possui um elemento fluído de origem mineral e com composição específica em seu interior que faz toda diferença para se obter um bom resultado final.

Amortecedores: Tipos e características

Os amortecedores são caracterizados em 3 tipos: Hidráulico ou convencional; a gás ou pressurizado; e eletrônicos. Vão saber como cada um deles funciona e qual pode ser o melhor para você!

1. Amortecedores Hidráulicos ou Convencionais

Presentes na grande maioria dos carros de passeio, é uma opção bem mais comum e acessível, mas necessita de um cuidado mais atencioso. Como esses amortecedores funcionam através de um sistema de óleo lubrificante e ar, esses componentes ficam armazenados separadamente em suas câmaras. O pistão, ao passar a se locomover dentro do tubo em que o óleo está contido, passa a proporcionar a capacidade de amortecimento.

Sendo assim, o cuidado necessário acontece justamente com o uso intenso do amortecedor faz com que o óleo e o ar se misturem, causando bolhas e diminuindo gradativamente seu desempenho, até que o desgaste interno aconteça e o tempo de vida útil da peça termine.

2. Amortecedor a gás ou pressurizado

Neste caso, o ar é substituído pelo nitrogênio pressurizado, mas trabalha da mesma forma do hidráulico. Entretanto, com essa composição, a peça obtém um maior desempenho e durabilidade. A atuação do nitrogênio proporciona mais resistência aos movimentos e garante que o veículo consiga ter uma maior aderência na pista e estabilidade na direção. Além disso, a vida útil da peça é superior em comparação ao hidráulico, pois o nitrogênio não se tem risco de ocorrer oxidação.

3. Amortecedor eletrônico

Novidade no mercado, são projetados com tecnologia de ponta e são encontrados em carros de luxo. Como o nome indica, seu funcionamento se dá por meio de comando eletrônicos que se adaptam de acordo com as condições que o veículo trafega. O sistema tecnológico controla individualmente os comandos para cada roda do veículo, enviando em frações de segundos a quantidade de amortecimento necessária para cada movimento feito, assegurando a estabilidade, segurança e conforto não só para o carro, como também para o seu condutor. No entanto, está longe de ser uma opção acessível quando se fala em manutenção.

A conclusão que se tira sobre os tipos de amortecedores e suas características é que veículos mais leves e utilitários domésticos mostram resultados positivos quanto à sua durabilidade com os amortecedores hidráulicos. Por outro lado, veículos maiores, sobretudo com trações 4x4, os amortecedores a gás são os mais indicados. Para os carros que utilizam os amortecedores eletrônicos, o cuidado na hora da manutenção precisa ser redobrado, pois o sistema só reconhece as configurações das funções através do equipamento eletrônico correto.

Amortecedores: Aplicação e manutenção

A aplicação dos amortecedores precisa ser feita por um profissional reparador, mas, antes disso, é preciso realizar um procedimento chamado de equalização (ou escorvamento), que irá garantir o funcionamento correto do componente.

Esta ação tem como objetivo retirar o ar armazenado na parte interna dos tubos amortecedores. Isso acontece pois, geralmente, as embalagens ficam na posição horizontal, o que acaba deixando o ar na parte superior e o óleo acumulado no fundo. O processo, no entanto, ocorre de forma bem simples. Basta posicionar o amortecedor com a haste para cima e puxá-la para cima e para baixo repetidamente por aproximadamente 5 vezes ou até que não haja mais tranco.

Já com a manutenção é um pouco mais diferente e exige mais atenção. Ela é necessária em todos os amortecedores, mas fatores como modelo, peso e o uso ao qual é submetido fazem diferença nessa questão, pois podem interferir no tempo de vida útil da peça. Uma manutenção perfeita auxilia a reduzir os desgastes de outros componentes de suspensão, além do sistema de pneus e freios.

É preciso estar atento aos primeiros sinais de que os sistemas de amortecedores precisam de manutenção. Quando a carroceria do veículo começa a apresentar movimento excessivos diante às irregularidades do solo e os balanços são acompanhados de ruídos, ou quando o motorista encontra dificuldades em manter o alinhamento do veículo e identifica um vazamento de óleo, tudo isso indica que você deve realizar uma revisão neste item com uma certa urgência.

Mas atenção: cada fabricante costuma estabelecer um certo período para as substituições, mas, geralmente, recomenda-se que a cada 50 mil quilômetros percorridos, uma troca seja realizada. Entretanto, o tempo de vida útil da peça irá depender das condições condutivas em que o veículo irá transitar.

Kit de suspensão

Para garantir um bom funcionamento dos itens de suspensão, é preciso mantê-los em dia. Este kit, além do amortecedor, também é composto por coxim, batente e coifa, e cada um deles possui uma determinada função que auxilia no funcionamento geral do sistema.

O Coxim dá apoio conjunto à suspensão monobloco do veículo, o que promove a absorção dos ruídos, choques e vibrações. Ele é composto por um rolamento que tem como função garantir o rolamento das rodas dianteiras do veículo transmitido pela direção do veículo.

O Batente é um item de extrema importância para o funcionamento da suspensão. Ele atua auxiliando a absorção de impactos e na redução da batida de mola. É composto por uma espuma polimérica que é envolvida na haste do amortecedor, onde a mola se encaixa.

A Coifa, mais simples, porém não menos importante, tem como função a proteção contra a entrada de poeira e sujeira na haste e no retentor, garantindo assim uma lubrificação perfeita.

Amortecedor recondicionado: Usar ou não usar?

O uso de amortecedores manufaturados não é indicado, pois não se tem uma garantia da sua atuação. Com isso, o amortecedor recondicionado nada mais é do que uma peça que apresentou algum tipo de problema ou que simplesmente parou de exercer sua função da maneira adequada, e por isso, passa por reparos.

Conclusão

Como o amortecedor é um item fundamental para a suspensão de um veículo, fornecendo segurança, estabilidade e conforto, é importante manter suas revisões em dia, realizando as manutenções necessárias, evitando assim grandes problemas. Consultar um mecânico de confiança e garantir produtos e equipamentos de qualidade melhoram o desempenho do veículo e asseguram a segurança de seus ocupantes.